Fichas de leitura

❈ Docentes Emocionalmente Inteligentes ❈

Este artigo centra-se na importância pessoal e social de complementar a formação de professores com o desenvolvimento das suas capacidades emocionais e sociais. Podemos dividir o artigo em duas partes importantes que se interligam. Inicialmente, o artigo enquadra e organiza as capacidades emocionais e sociais com base no modelo de Inteligência Emocional de Mayer & Salovey (1997). Em seguida, são descritos os benefícios e vantagens da inteligência emocional dos professores enquanto docentes. Como forma de melhorar a inteligência emocional dos docentes menciona-se alguns programas específicos de aprendizagem socio-emocional, dicas que permitem desenvolver a inteligência emocional em todos os contextos da vida.

Creio que podemos afirmar ter inteligência emocional quando sabemos controlar e dar bom uso às nossas emoções, de modo a conseguirmos adaptar-nos em qualquer ambiente/contexto e ultrapassar problemas com maior facilidade emocional. De acordo com o modelo teórico de Mayer & Salovey, a inteligência emocional é muito mais complexa e pormenorizada do que eu poderia imaginar. O modelo define a inteligência emocional como a capacidade de perceber, valorizar e expressar as emoções com precisão; a capacidade de aceder e organizar sentimentos para conseguirmos facilitar o nosso pensamento; a nossa capacidade para entendermos e gerir as nossas emoções permitindo desenvolver o nosso conhecimento emocional e intelectual.

O modelo de Mayer & Salovery é constituído por quatro pilares que se interligam, designadamente:

1.º - A perceção, evolução e expressão das emoções;

2.º - A emoção como facilitadora do pensamento;

3.º - O conhecimento emocional;

4.º - A gestão e regulação das emoções.

Com base nestes pilares é possível criar um programa estruturado, direcionado para a evolução do professor como docente e também como cidadão.

O desenvolvimento da nossa inteligência emocional é importante não só para criar um bom ambiente para nós como para aqueles que nos rodeiam. Este artigo em particular, mostra-nos a extrema importância de se desenvolver nos professores a inteligência emocional. Tudo se torna mais fácil, o ambiente em sala de aula não é pesado e a comunicação é o ponto-chave para o entendimento mútuo entre docentes e alunos. Começa a existir uma maior empatia entre professor e aluno. O controlo das emoções permite um ambiente mais pacífico e o uso das palavras corretas em situações mais delicadas. Assim sendo, o professor pode servir como mediador entre conflitos de alunos, como, por exemplo, na falta de entendimento ou na má expressão de sentimentos. A boa desenvoltura da inteligência emocional dos professores permite também um bom ambiente entre colegas da mesma área profissional.

Referência bibliográfica: Cabello, Rosário; Ruiz-Aranda; Desirée & Fernández-Berrocal, Pablo (2010). Docentes emocionalmente inteligentes. REIFOP, 13 (1)

 Avaliação e Promoção de Competências Sócio-emocionais em Portugal 

Este texto centra-se nos modelos de intervenção e validação empírica - nos comportamentos verbais e não-verbais. Com o passar dos anos, existiram mudanças e uma delas começou a privilegiar-se uma abordagem positiva de pessoas e situações.

Este processo foi iniciado o Projeto Aventura Social. Tinha como objetivo estudar o comportamento social e a saúde entre os jovens. No séc. XXI foram sendo desenvolvidos outros projetos, porém com a mesma fundamentação teórica e modelo de intervenção, nomeadamente a intervenção universal (dirigida para a prevenção). Todos estes projetos tinham o mesmo objetivo: motivar os jovens a melhorar as suas competências sociais, aumentando a sua participação social, promovendo a sua saúde e bem-estar pessoal e interpessoal.
No que diz respeito à promoção de competências pessoais e sociais, considerou-se no início que a aprendizagem de um número "finito" de comportamentos "simples" e descontextualizados garantiria "competência social". Mais tarde, o autor menciona que a competência social era bastante complexa e que incluía outros elementos, sendo eles:
1º- Competência de situações sociais;
2º- Processamento da informação;
3º- Seleção da melhor resposta e a sua concretização.
Assim sendo, a competência social deixou de se centrar em comportamentos abertos e passou a incluir comportamentos encobertos (verbais e não-verbais), como pensamentos, crenças, emoções, entre outros.
Recentemente, surgiu a ideia da importância do envolvimento ativo das populações e da adoção de uma perspetiva "ao longo da vida". Na entrada do séc. XXI, sugeriu-se que a prevenção universal constitui um salto civilizacional, pois promove o acesso de todos à melhoria da sua saúde e perceção de bem-estar e qualidade de vida.
Para se analisar programas de intervenção é necessário identificar um quadro teórico e promover uma avaliação empírica, quer do processo, quer dos resultados e o seu respetivo impacto. O autor menciona que quando se fala em abordagens escolares, estas parecem mais eficazes quando usam um modelo de promoção de competências pessoais e sociais, quando integram a educação de pares ou quando favorecem a participação e a iniciativa dos alunos. Os estudos sobre as intervenções em meio escolar que visam a promoção do bem-estar social e emocional sugerem que a resolução de problemas é a melhor estratégia de curto prazo para a promoção de comportamentos pró-sociais, embora a mediação de pares obtenha sucesso a longo prazo.
Na última década, os estudos têm sugerido a necessidade de "dar voz aos jovens", em todas as fases de intervenção. Os domínios-chave são: Alterações de comportamento; Foco nos aspetos positivos das populações e situações; Participação ativa das populações; Criação e manutenção de redes de suporte social para garantir a implementação, continuidade e a sustentabilidade das mudanças; Importância das políticas públicas no sentido de proporcionar um contexto possibilitador da promoção da sua saúde e bem-estar.

❈ Uma Escala de Avaliação da Empatia ❈

Este texto é direccionado para os estudos sobre a empatia, permitindo melhorar as relações interpessoais e prevenir a agressividade. Eisenberg (1986) distingue três tipos de reações emocionais que frequentemente são designados por empatia, a primeira - 1. A expressão em reflexo do sentir do outro; 2. A resposta a uma emoção do outro, e por último, 3. A manifestação de ansiedade perante o estado do outro. 

A influência da relação pais-filhos, na família, e da relação professores-alunos, na escola reveste-se de importância marcante, no que se refere a sua importância nestes contextos, sobretudo em domínios como a educação para a cidadania, a formação pessoal e social.

No âmbito da avaliação da empatia, destaca-se, no estudo apresentado, o Questionnaire to Assess Affective and Cognitive Empathy in Children (QACEC). Trata-se de um instrumento de avaliação da empatia em crianças e jovens, recomendado por diferentes autores e utilizado na investigação científica internacional. No estudo, a escala apresentou boas qualidades psicométricas, que a tornam útil na investigação em psicologia e em educação.



❈ 7 Passos para Lidar com Pessoas Difíceis ❈

Encontrei este e-book na internet, é do autor Paulo Moreira - "Fundador da marca Treino Inteligência Emocional, marca líder na prestação de serviços de Inteligência Emocional em Portugal e autor do livro "Inteligência Emocional - Uma abordagem prática"" (Moreira, 2020). O e-book está disponível no separador "Curiosidades" no meu portefólio. 

Decidi fazer uma pequena abordagem a este e-book, no portefólio, porque o tema é bastante interessante e adequa-se com todo o currículo desta unidade curricular. A sua temática é direccionada para a inteligência emocional, gestão de conflitos e auto-conhecimento e auto-avaliação. Têm como principal objectivo ajudar o leitor a conseguir lidar melhor com pessoas e situações difíceis que aparecem na vida de cada um de nós, apresentado ao longo do livro 7 estratégias para saber lidar com pessoas difíceis. 

Primeiro, o autor, escreve sobre a importância da socialização, dos efeitos negativos do isolamento social e da importância das pessoas positivas na nossa vida. Assim sendo, não podemos fugir ou tentar evitar problemas/conflitos temos de os saber enfrentar da forma mais correta, como também ter consciência que os conflitos e troca de ideias diferentes são saudáveis e essenciais para a nossa existência, permitem estimular a criatividade e comunicação. Depois desta breve abordagem, o texto está dividido pelas 7 estratégias.

A primeira, corresponde ao título - "Serei eu a Pessoa Difícil?", apresenta um questionário em que o leitor auto-avaliar a sua prestação nas relações interpessoais e autoconsciência dos impactos dos nossos comportamentos nas outras pessoas. 

Na segunda estratégia - "Identificar pessoas difíceis" - o autor caracteriza vários grupos de pessoas que têm as mesma características que socialmente são difíceis de lidar, designadamente, o tanque de guerra; o sniper, o explosivo, o reclamador e o indeciso. Após esta identificação, no próximo passo, são nos descritas quatros escolhas que temos para lidar no dia-a-dia com estas pessoas. Podemos: Não fazer nada; afastarmos-nos; mudar a nossa atitude ou mudar o nosso comportamento, o autor explicar como devemos processar para conseguir atingir estas escolhas. 

Na quarta estratégia, o autor explicar-nos o que devemos e não devemos fazer consoante cada tipo de pessoas difíceis, descritas na segunda estratégia. Já na quinta estratégia, escreve sobre a identificação dos nossos possíveis gatilhos, permitindo ao leitor fazer uma auto-análise do nosso comportamento com os outros, seja com relações pessoais ou profissionais. A sexta estratégia consiste em fazermos uma análise sobre a importância da pessoa difícil acompanhado por um questionário.

Por fim, a sétima e última estratégia consiste numa avaliação final, o autor dá-nos dicas sobre como demos avaliar o resultado final seguindo as estratégias apresentadas.

Pessoalmente, acho que este e-book adequa-se extremamente bem para qualquer tipo de profissão, pois muitas vezes as pessoas que consideramos mais difíceis trabalham connosco, são colegas e não amigos. Temos de as saber encarar de forma inteligência, não nos prejudicando, não prejudicando o outro, muito menos, não prejudicar toda a comunidade de trabalho.  

Portefólio Digital de Mónica Vieira
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